Visitando a Casa de Parto de Sapopemba
Hoje fomos visitar a Casa de Parto de Sapopemba. Uma casa de parto é um local onde só se fazem partos normais e onde o parto é humanizado. Isso é um conceito: parto humanizado. Sem cesáreas desnecessárias e sem outros procedimentos que não são recomendados pela OMS a não ser em casos de verdadeira urgência como a episiotomia (corte na região vaginal feito na hora do parto), lavagem intestinal, não-hidratação e não-alimentação da parturiente. Lá também não é feita a tricotomia (raspagem dos pêlos pubianos). A maioria dos hospitais da rede privada brasileira segue procedimentos não-recomendados como separ o bebê da mãe e o parto quando é normal (o que é raridade) ainda é feito na horizontal com a mulher parindo deitada. Será que os médicos desconhecem a lei da gravidade ou será que a posição horizontal é a mais confortável para...eles? Na Casa de Parto você pode ter seu bebê de cócoras com apoio de um banquinho ou numa cama de parto que permite que você fique na posição que você quiser: de quatro, de cócoras, inclinada...
Fomos hoje de manhã : eu, Bolinho, Luciana Mafra (que teve Ana lá), Leandra, Lirinha e João. Adorei o lugar: gostei do clima de "casa", da sensação acolhedora, do atendimento, da sala de parto com banheira de hidromassagem e bola de parto, da simpatia e da segurança das mulheres que cuidam daquele lugar. Gostei do fato de ser humanizado e de saber que ali não é uma fábrica de nascimentos. Quero que meu bebê nasça numa casa de parto e quero ser protagonista do meu parto. Se por acas eu tiver que fazer uma cesárea eu ao menos vou saber que tive escolha real. Por quê há tantas cesáreas no Brasil em mulheres saudáveis com gestação de baixo risco? Por que a maioria esmagadora de minhas amigas que têm filhos possuem ao menos uma cesárea no "currículo"? Porque é mais prático para o médico que pode marcar 5 ou 6 nascimentos por dia e ainda programar a data que seja mais conveniente. Isso me assusta mais que a dor do parto. E assustador mesmo é saber que mesmo alguns obstetras que dizem achar ótimo que você faça parto normal, na verdade tem uma série de desculpas de última hora para não fazer: que o bebê está laçado, que seu quadril é estreito, que o bebê está sofrendo... Segundo pesquisas, cerca de 80% das cesareanas feitas no Brasil são desnecessárias realmente e a maioria das desculpas dadas pelos médicos não procedem de fato. Será que 80% das gestantes brasileiras correm risco de morte? Não sou eu que digo, os números e as pesquisas estão aí, o Brasil está na contramão do que é mais básico e ter um parto normal que deveria ser um direito virou um luxo.
Quero ter um parto normal. Quero que eu, meu marido e meu bebê sejamos os protagonistas desse momento único e não uma equipe médica para quem serei apenas um número estatístico. Quero ter direito de escolha. Quero estar num ambiente tranquilo e humano e não num hospital ( a não ser em caso de risco realmente). Como a Terra gera e pare seus filhos, quero ter o meu com todas as dores e alegrias do momento.
É isso. Não sou hippie, não sou doida, não sou alternativa e nem um ET. Quero que seja tudo o mais natural possível. Eu, Bolinho e o Bebê temos um pacto de que assim será.
Mês que vem iremos visitar a Casa de Parto do Itaim Paulista
Escrito por Micheliny às 14h08
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O bebê mexeu!!!
Ontem, depois de nos esticarmos pra valer na (santa) yoga e já na hora do relaxamento, eu estava fazendo a respiração diafragmática quando, de repente, senti "alguém" se mexendo na minha barriga!!! Ainda peguei a mão de Bolo e coloquei em cima, mas ele não conseguiu sentir, acho que foi ainda muito discreto e eu só consegui perceber graças ao exercício.
Respirar é uma coisa tão básica, não? E quase não prestamos atenção. Eu comecei a perceber, nas duas últimas semanas, que fico mais ofegante, a respiração mais curta em coisas muito simples como conversar, fazer uma pequena caminhada, subir escadas. Pudera, estou respirando por dois!!! Então, estar atenta ao processo inspiração-expiração e exercitar o diafragma representam um ganho na qualidade da respiração e uma ampliação da oxigenação (da minha e, conseqüentemente, do bebê).Na verdade, qualquer pessoa deve aprender a respirar direito, a respirar mais profundamente e a ter mais consciência de todo esse vai-e-vem do oxigênio no corpo.
Entramos na 16a.semana. A partir de agora já dá pra saber se é menino ou menina: Nina ou Tomás? Façam suas apostas. Vou marcar consulta para a semana que vem, mas o ultra-som só farei quando Bolinho voltar do Nordeste: temos que estar todos juntos nesse dia (se é que o bebê vai querer se revelar assim de primeira).
Comecei outro livro, que também recomendo: "Parto Ativo - Guia Prático para o Parto Natural", de Janet Balaskas (Editora Ground). O livro traz exercícios de Yoga, relata as mudanças pelas quais o corpo da mulher passa e os estágios do parto, além de um monte de outras coisas as quais ainda não li.
Escrito por Micheliny às 12h10
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