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Ciclos da Vida
Hoje estamos, eu e Nina ,no suplemento Folha Equilíbrio, da Folha de São Paulo. É uma matéria sobre parto humanizado feita por Tati. A matéria é muito bacana porque dá uma visão imparcial dessa opção de parto, mostrando os pontos positivos e as críticas feitas ao modelo por alguns médicos (críticas que, para mim, não são consistentes). O texto mostra a procura cada vez maior de mulheres informadas e que têm acesso aos "confortos" de um hospital pelo protagonismo no parto. Essa procura revela uma tendência em se tirar do ambiente hospitalar uma coisa tão natural e fisiológica como é "dar à luz". Agora, é claro, isso incomoda principalmente a estrutura da medicina no Brasil, porque ameaça um filão que é a indústria dos partos em série. E assusta também aqueles que percebem a medicalização da vida e da morte, com todos os seus aparatos tecnológicos, como o máximo de conforto a que o ser humano pode chegar.
Eu penso diferente. Penso que a tecnologia deve ser utilizada para nos dar conforto sim, mas não para nos afastar dos processos naturais. E nós já somos tão apartados da natureza, não é? Por que, então, aprofundar o fosso? Penso que a medicina é nossa parceira, que ela deve nos servir em casos que exigem sua ajuda, mas não acho que uma mulher que tenha condições físicas e emocionais de parir normalmente deva ser estimulada a parir num ambiente hospitalar como não acho que a vida à beira da morte irreversível deva ser mantida a qualquer custo. Nesse segundo caso, depois que todos os recursos medicinais e hospitalares forem utilizados, acho que toda pessoa à beira da morte deveria morrer na sua casa, cercado daqueles que ama. Sei que encontro resistências ao meu modo de pensar entre amigos e familiares. É normal. Parodiando João Cabral, estar vivo é chocar com o que vive. Respeito quem pensa diferente, mas acho que não é absurdo o que quero e o que escolho.
É isso.
Hoje, depois de uma semana fisicamente difícil, em que até respirar doía, fui para o yoga. Bendita Índia!!!
Escrito por Micheliny às 12h05
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João e Ana

Fazendo a festa no berço de Nina que foi de João e que, segundo ele leu numa etiquetinha: vai voltar para a casa de João Diniz... Eu, Nina e Bolinho agradecemos a todos que vieram ao chá e fizeram uma balada divertida, engraçada, com boas histórias para contar. Agradecemos também a quem não pode vir mas telefonou ou apareceu na segunda-feira. Agradecemos pelas fraldas que vão se tranformar em cocô, agradecemos pelo carinho e pela alegria. Vale uns agradecimentos especiais:
A Perrola pelo tempero e estratégia do churrasco. A Josie pelo modelito da Mamãe de Nina. A Tom e Fê pelo olho mágico da máquina fotográfica high-tech. A Clara pelos desenhos divertidos nos balões. A Lúcia pelo apoio estratégico no domingo e na alta madrugada. A Leandra pelo trabalho braçal na pintura do quarto de Nina.
Valeu! Outras festas virão!!!
Escrito por Micheliny às 21h49
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Ainda o chá

Eu, Fernanda, Andrea e Pedrinho
Escrito por Micheliny às 21h46
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Chá-de-Bebê

Eu, de pantufas das super-poderosas, arrasando no chá e segundo Fernanda, fazendo a alegria da criançada.
Escrito por Micheliny às 21h44
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Novidades da 32a. semana
Entrei na segunda semana com muitas dores ao respirar. Domingo e segunda foram tormentos: não consegui dormir direito, não encontrei posição nenhuma para ficar e parecia que minha caixa torácica estava sendo esticada ao máximo. Hoje nem sei como consegui ir para a PUC. Entretanto... Hoje à tarde tinhamos um encontro marcado com Vilma Nishi, uma parteira urbana indicada pelo Dr. Jorge. Vilma é uma japinha de olhos penetrantes e de uma simpatia ímpar. Fomos falar com ela sobre nossa opção de parto, que será em casa, e saímos de lá mais confiantes e seguros do que queremos e de que queremos que aquela mulher (que fala dos ciclos da natureza da maneira que deve ser, ou seja, de forma simples e natural) nos auxilie a trazer Nina para esse mundo. Além disso, ela me fez uma massagem mágica que me proporcionou respirar de verdade de novo e ainda aliviou as dores que venho sentindo nas mãos. Saímos de lá nas nuvens e totalmente fãs da japinha parteira.
Para os assustados com essa coisa do parto em casa, devo dizer que Vilma é enfermeira-obstetra, tem formação e experiência, e atende nos melhores hospitais de São Paulo e ainda que o parto em casa não é um bicho-de-sete cabeças como nos tempos de nossas avós. Existe um monitoramento, regras de segurança e se não houver condições de se ter um parto normal, a mulher é transferida para um hospital. Há muitos pontos positivos a serem considerados numa escolha como essa: o conforto de se ter o seu bebê na sua própria casa, a certeza de que não vai ser usado nenhum método agressivo ou invasivo, o não deslocamento num trânsito maluco como o de São Paulo em pleno trabalho de parto, e ainda o amor e o afeto que vão cercar o seu filho na sua entrada no mundo. Claro, a dor faz parte. Mas para a dor e o êxtase somos (ou devemos ser) preparados e não se deve temer nem um nem outro. Eu e Bolinho assumimos todas as responsabilidades por essa escolha e isso também é bacana. Estamos num mundo em que responsabilizar os outros por escolhas nossas é o natural. Mas da mesma forma que assumimos os riscos e delícias da concepção, assumimos também os riscos e delícias de um parto normal em casa. Quem opta por um parto hospitalar assume também os riscos que essa escolha envolve: risco de procedimentos errados ou inadeqüados, riscos de infecção hospitalar (que eu saiba não existe infecção domiciliar), os riscos de alta mortalidade em cesáreas tanto da mãe quanto do bebê ( o que é pouco divulgado), entre outros.
"Viver como quem se arrisca..." diz o poeta.
Temos fé ou convicção ou seja lá o nome que se dê a esse sentimento, de que tudo vai dar certo e que nossa menina vai vir ao mundo conectada com tudo de belo, bom e poderoso. Será mais uma lobinha para a matilha...
Auuuuuuuuu....
Escrito por Micheliny às 21h29
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Chá-de-Bebê II
Ontem foi o chá-de-bebê paulista de Nina e foi muito legal... Primeiro, as crianças deram seus toques de Midas: Ana, João, Clara, Pedrinho, Tarsila e Clarisse... Depois, a turma da farra se encarregou da balada. Nina ganhou muitas fraldas para sujar de cocô e ainda presentinhos. Teve um caderno super-legal onde as pessoas deixaram frases, desenhos e mensagens para ela ler mais tarde e para comover e divertir os pais dela agora.
Alguns trechos:
"Nina, daqui a algum tempo você vai ler esse caderno e ver o quanto já era querida por todos os amigos do papai e da mamãe." Tia Larissa "Nina menina, seja bem-vinda e ajude a melhorar esse mundo assim tão complicadinho" Beijos do tio Marcos e Hélio "NIna, anjo! Nµao vejo a hora de ver seu rostinho." Beijos, Suzana "Menina Nina, olho para teus pais e vem uma certeza: terás grandes olhos. Olhos de quem tem a sede de observar, o desejo de conhecer a vida com toda a intensidade do mundo. Sei também que serás amada, porquesei como tua vinda trouxe uma feliciade toda nova para teus pais."Amor, Aninha+Edinho+CLara "NIna nenê, Nina nana nenê,NIna mama nenê, NIna ama nenê." Com muito amor, Gilda (a bisa), Zilda e Leo "NIna, mulher, está vendo como você jea estava sendo esperada? Já chegou fazendo sucesso. Sua festa foi ótima, sei que você escutou tudo." Beijos do titio Giga "NIna, menina querida. vamos ainda fazer muita bagunça por aí." Beijinhos da tia Fani "Seja bem-vinda" Rachel "Nina, aqui estamos nesse terreiro de samba juntos sempre. Se quiser alguma coisa liga pro seu amigo que te ama muito." Lirinha "Nina, vamos apraia? combater o branco DNA? Vamos passear na praça, no parque, podemos ir a Paquetá. Seja bem-vinda, venha melhorar esse mundo junto com a gente. Beijos com amor, Lelê. * E João vai te paquerar muito... " Me Niña, que bom te festejar e só te ver depois. Que bom te ver assim na piscina do útero. Todas as raias são legais e cada nado nada vale se a gente não festeja". Pedro Américo
Escrito por Micheliny às 12h39
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